Tudo é relativo

Todos os pais detestam que ofereçam pseudo-instrumentos musicais às criancinhas.
Detestam, porque só servem para fazer barulho e porque não existe um unico estudo, que apoie probabilidade de despertarem interesse musical.
Todos os pais, num momento ou outro, deram um silencioso sumiço a xilofone, guitarras, mini pianos, etc.. E UM DIA, DEVOLVEM-NOS!!!!

Ora, se o quoficiente homicida-suicida destes brinquedos não está ligado à idade da criança, o que poderá despoletar uma situação destas? O nascimento de novas crianças, normalmente!
No meu caso, concluo que:
A) a minha audição sofreu danos graves, ao fim de seis anos de choros, doenças e birras;
B) a minha noção de paz e sossego mutou de "livra-te!... pela tua vidinha!" para "desde que seja no vosso quarto".

O ponto alto de paz (com crianças acordadas) de ontem, foi deixar-los no quarto e sugerir um concerto com um xilofone e uma guitarra... e fui para a cozinha, beber um café, sentada, enquanto a parte do meu cérebro responsável por evitar que eu enlouqueça, estabeleceu novas ligações neurais com a parte responsável pelo Amor Incondicional às crias e, delicadamente... desligaram os ouvidos. não os "desligaram-desligaram"... baixaram um bocado o volume de som de "uma das criancinhas deu um punzinho" para "acho que aquela parte da casa está a arder".

Bebi um café e fumei um cigarro. Foi a loucura!

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