Inocente por motivo de insanidade mental
Há uns tempos atrás tive aqui um pequeno... meltdown. já lá vai uma data de tempo, mas lembro-me bem. Houve uma pessoa que se destacou - dessa época - por um conselho que me deu... disse que achava que o meu problema era rejeitar emoções e atitudes que (eu) não considerava correctas. assim criara uma segunda identidade que reservava para situações de crise. basicamente, desenvolvi o meu próprio guarda-costas. Cada vez que a situação se tornava demasiado agressiva ou desconfortavel, lá vinha uma personalidade dissociada, de figurativo taco de baseball na mão, com a linguagem mais colorida que posso imaginar, tratar do assunto. Enquanto isso, sentada no camarote, estava a princesinha a a assistir... Era sempre uma questão de tempo até a coisa escalar o suficiente para haver realmente um crime e ficariamos a saber se a defesa de insanidade mental ("a sério, tenho aqui o atestado, Sr. Dr. Juíz!") pega em tribunal.
Todos sabemos a diferença entre o certo e o errado...
Deixem-me ser clara: sabemos que existe diferença. Não é - e, se pensarmos bem nisso, não pode ser - igual para todos: depende da nossa formação, do ambiente que nos rodeia, das experiências vividas. Esta noção está também em constante evolução, podendo sofrer mutações. Muita gente passa por crises em que conclui que "não vale a pena ser «bom» quando o que me rodeia é «mau»"... Esta será sempre a resposta evolutiva mais simples: a desistência. Não adianta mascará-lo com a máxima "se não os podes vencer, junta-te a eles", uma vez que esta atitude de matilha não serve outra função que o embrutecimento da espécie. Outros optam por aprender com situações que colidem com a sua forma de ser e retiram-se das mesmas.
Tive momentos, como qualquer outra pessoa, em que tive que perceber (ou decidir) se o que me motivava a manter-me numa situação desagradável, era a realização de que a minha "tarefa" ainda não estava concluida, ou se simplesmente queria ter a última palavra, tavez até, ensinar uma lição a alguém... Durante a crise de que melhor me recordo (um conflito laboral), esta linha desvaneceu-se variadíssimas vezes. No final, ganhei, o que não contribui muito para a minha compreensão do que optei por fazer, mas que deixou bem claro o que não resulta: não conseguimos mudar quem não quer mudar. E também não aprendemos com os erros dos outros, por mais que estes se desenrolem à nossa frente... Connosco será sempre diferente! Não é verdade, mas pronto...! Podemos dar o exemplo, podemos comunicar, esclarecer, compreender pontos de vista e fazer por, empaticamente, transmitir os nossos... mas no fundo, no fundo... Não vale a pena "ensinar lições de moral", principalmente quando nos entregamos como mártires de uma causa que a mais ninguém interessa.
A nossa integridade - física, psicológica, emotiva - é nossa para proteger. Mesmo quando abdicamos dela, mais ninguém a pode proteger por nós. Certamente, viverei situações em que os meus filhos serão lesados por acções próprias, momentos em que as consequências de actos egoístas ou desprendidos, os alcançarão em dimensões não previstas... Certamente, darei tudo para os resgatar e mesmo assim não estará ao meu alcance.
Se é verdade que as consequências dos meus actos são minhas, também me pesam as consequências dos meus actos não realizados...: As vezes em que devia ter elevado a minha voz e não o fiz, tornando-me assim tão culpada como o agente. Já dizia o outro "tudo o que é preciso para que o mal impere é que os homens de bem nada façam"
Todos sabemos a diferença entre o certo e o errado...
Deixem-me ser clara: sabemos que existe diferença. Não é - e, se pensarmos bem nisso, não pode ser - igual para todos: depende da nossa formação, do ambiente que nos rodeia, das experiências vividas. Esta noção está também em constante evolução, podendo sofrer mutações. Muita gente passa por crises em que conclui que "não vale a pena ser «bom» quando o que me rodeia é «mau»"... Esta será sempre a resposta evolutiva mais simples: a desistência. Não adianta mascará-lo com a máxima "se não os podes vencer, junta-te a eles", uma vez que esta atitude de matilha não serve outra função que o embrutecimento da espécie. Outros optam por aprender com situações que colidem com a sua forma de ser e retiram-se das mesmas.
Tive momentos, como qualquer outra pessoa, em que tive que perceber (ou decidir) se o que me motivava a manter-me numa situação desagradável, era a realização de que a minha "tarefa" ainda não estava concluida, ou se simplesmente queria ter a última palavra, tavez até, ensinar uma lição a alguém... Durante a crise de que melhor me recordo (um conflito laboral), esta linha desvaneceu-se variadíssimas vezes. No final, ganhei, o que não contribui muito para a minha compreensão do que optei por fazer, mas que deixou bem claro o que não resulta: não conseguimos mudar quem não quer mudar. E também não aprendemos com os erros dos outros, por mais que estes se desenrolem à nossa frente... Connosco será sempre diferente! Não é verdade, mas pronto...! Podemos dar o exemplo, podemos comunicar, esclarecer, compreender pontos de vista e fazer por, empaticamente, transmitir os nossos... mas no fundo, no fundo... Não vale a pena "ensinar lições de moral", principalmente quando nos entregamos como mártires de uma causa que a mais ninguém interessa.
A nossa integridade - física, psicológica, emotiva - é nossa para proteger. Mesmo quando abdicamos dela, mais ninguém a pode proteger por nós. Certamente, viverei situações em que os meus filhos serão lesados por acções próprias, momentos em que as consequências de actos egoístas ou desprendidos, os alcançarão em dimensões não previstas... Certamente, darei tudo para os resgatar e mesmo assim não estará ao meu alcance.
Se é verdade que as consequências dos meus actos são minhas, também me pesam as consequências dos meus actos não realizados...: As vezes em que devia ter elevado a minha voz e não o fiz, tornando-me assim tão culpada como o agente. Já dizia o outro "tudo o que é preciso para que o mal impere é que os homens de bem nada façam"
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