"She wore a Smile like a loaded gun"
A história era antiga... tao antiga como qualquer outra. Nada de diferente, apenas os nomes mudavam e os locais. Nada de extravagante... só duas pessoas. No meio das outras todas.
As conversas fluiam de forma familiar, sem entraves maiores que os de duas pessoas essencialmente diferentes. Uma dose de curiosidade e pouco mais.
Ela reconhecia-se como arrogante, gravada em possível em pedra e com direito ao mesmo calor. Conhecia-se, para além da força e dos receios. Conhecia-se: sabia de si. Sabia que as emoções só existem autorizadas e que nenhuma resiste a análise lógica.
Ele era outra pessoa e sofria do mesmo mal que aflige as "outras pessoas": não era único como o "Eu".
Ele soube estar, soube cativar. E, depois de ver o que tinha feito, temeu: temeu por Ele, temeu por Ela, temeu pelos dias do calendário e pelas horas que escorriam do relógio. Temeu, porque se esqueceu de ser um "Eu" e preferiu a comodidade de ser "outra pessoa".
Ele falou e o mal estava feito: só Ela se mantinha erguida, penalizada por um erro que ninguém cometeu...
Ele era outra pessoa e sofria do mesmo mal que aflige as "outras pessoas": não era único como o "Eu".
Ele soube estar, soube cativar. E, depois de ver o que tinha feito, temeu: temeu por Ele, temeu por Ela, temeu pelos dias do calendário e pelas horas que escorriam do relógio. Temeu, porque se esqueceu de ser um "Eu" e preferiu a comodidade de ser "outra pessoa".
Ele falou e o mal estava feito: só Ela se mantinha erguida, penalizada por um erro que ninguém cometeu...
Ela ouviu aquilo como quem ouve o conselho de um amigo... "nao te apaixones"... e sorriu, delicadamente, como quem guarda um segredo: encolheu os ombros, carinhosamente, quando pensou "Ele nao sabe, nao faz mal..."
Ele nao fazia ideia que a força dela estava em fazer TUDO apaixonadamente.
É assim que se conquista o Mundo.
Naquele momento, o Mundo em ruínas - dela - estremeceu e desfez-se mais um pouco. Num suspiro (de mãe que levanta a criança, alertada dez vezes, do chão), arregaçou as mangas e recomeçou, de onde ficara.
Desta vez, levava a lição tatuada na carne e um sorriso nos lábios: "pois... mas, sabes?... apaixonei-me".
Ele nao fazia ideia que a força dela estava em fazer TUDO apaixonadamente.
É assim que se conquista o Mundo.
Naquele momento, o Mundo em ruínas - dela - estremeceu e desfez-se mais um pouco. Num suspiro (de mãe que levanta a criança, alertada dez vezes, do chão), arregaçou as mangas e recomeçou, de onde ficara.
Desta vez, levava a lição tatuada na carne e um sorriso nos lábios: "pois... mas, sabes?... apaixonei-me".
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